Economia
Air France-KLM ou Lufthansa. Escolha do comprador da TAP sobre a mesa do Conselho de Ministros
O dossier de privatização parcial da TAP chega ao momento da escolha, por parte do Governo de Luís Montenegro, entre os dois consórcios candidatos.
O Governo reúne-se esta quarta-feira em Conselho de Ministros para selar a escolha do consórcio que irá adquirir 49,9 por cento do capital da TAP. São duas as candidaturas - Air France-KLM e Lufthansa. Seguir-se-á um derradeiro processo negocial e regulatório que poderá prolongar-se até 2028.
Do volume de capital da transportadora aérea sobre a mesa, 44,9 por cento destinam-se a um investidor de referência e até cinco por cento cabem aos trabalhadores. O Estado conserva a maioria e a fatia que acabe por não ser adquirida por trabalhadores poderá ser comprada pelo consórcio vencedor.As propostas vinculativas finais de Air France-KLM e Lufthansa foram submetidas no final de setembro à Parpública, depois de o Executivo se ter decidido por uma fase adicional de negociações.
Ambos os consórcios terão reforçado as respetivas propostas para montantes acima dos mil milhões de euros, de acordo com a agência Bloomberg.
O grupo franco-neerlandês Air France-KLM promete manter a marca TAP e o centro estratégico da companhia em Lisboa. Este consórcio pretende também reforçar as ligações intercontinentais para o Brasil e a restante América do Sul, além de África.
A Air France-KLM tem atualmente mais de 77 mil trabalhadores e uma frota seis vezes maior do que a da TAP: dispõe de 599 aviões.
Lufthansa
A alemã Lufthansa promete igualmente manter o centro estratégico da TAP em Portugal. A Lufthansa Technik propôs-se construir uma unidade industrial em Santa Maria da Feira para a manutenção e a reparação de componentes aeronáuticos, num investimento de aproximadamente 223 milhões de euros. Espera-se a criação de 700 postos de trabalho.
A Lufthansa é o maior grupo europeu de aviação, contando com 103 mil trabalhadores, ou seja, dez vezes mais do que a TAP. A frota da transportadora germânica soma 740 aviões.
“Negociação finalíssima”
Em setembro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, indicava que, uma vez avaliadas as propostas melhoradas dos consórcios candidatos, o Governo escolheria “um único concorrente para a negociação finalíssima”.A última fase será dedicada aos procedimentos contratuais para a concretização da venda e à obtenção das autorizações regulatórias, desde logo da Comissão Europeia.
No passado dia 8 de outubro, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, veio reconhecer que a obtenção da luz verde da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia pode levar de 18 a 24 meses – o que empurrará a conclusão do negócio para 2028, a par do reflexo deste na dívida pública.
A reprivatização da TAP é objeto de discussão desde 2023, tendo fica suspensa com as quedas de governos do PS e do PSD.
A companhia foi objeto de privatização parcial em 2015. O processo seria revertido em 2016 pelo Governo socialista de António Costa, que recuperou para o Estado 50 por cento da TAP. O Governo de Luís Montenegro retomou o dossier em 2024 e aprovou o caderno de encargos a 4 de setembro de 2025.
A TAP tem 9.400 trabalhadores. O fim do plano de reestruturação foi antecipado e a frota conta agora com 101 aviões. O número de passageiros cresceu e aumentaram as receitas, mas os resultados mostram-se negativos por causa da escalada dos preços dos combustíveis.
c/ Lusa
Do volume de capital da transportadora aérea sobre a mesa, 44,9 por cento destinam-se a um investidor de referência e até cinco por cento cabem aos trabalhadores. O Estado conserva a maioria e a fatia que acabe por não ser adquirida por trabalhadores poderá ser comprada pelo consórcio vencedor.As propostas vinculativas finais de Air France-KLM e Lufthansa foram submetidas no final de setembro à Parpública, depois de o Executivo se ter decidido por uma fase adicional de negociações.
Ambos os consórcios terão reforçado as respetivas propostas para montantes acima dos mil milhões de euros, de acordo com a agência Bloomberg.
O Governo terá de sopesar não apenas os valores oferecidos, mas planos de investimentos e para a frota e a manutenção, o alcance das ligações aéreas, a política relativa a combustíveis sustentáveis e a forma como os consórcios encaram as relações laborais.
Diferentes governos anunciaram vendas totais ou parciais da companhia aérea ao longo dos anos. O processo foi sendo adiado, revertido ou reformulado.
Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1
Air France-KLMO grupo franco-neerlandês Air France-KLM promete manter a marca TAP e o centro estratégico da companhia em Lisboa. Este consórcio pretende também reforçar as ligações intercontinentais para o Brasil e a restante América do Sul, além de África.
A Air France-KLM tem atualmente mais de 77 mil trabalhadores e uma frota seis vezes maior do que a da TAP: dispõe de 599 aviões.
Lufthansa
A alemã Lufthansa promete igualmente manter o centro estratégico da TAP em Portugal. A Lufthansa Technik propôs-se construir uma unidade industrial em Santa Maria da Feira para a manutenção e a reparação de componentes aeronáuticos, num investimento de aproximadamente 223 milhões de euros. Espera-se a criação de 700 postos de trabalho.
A Lufthansa é o maior grupo europeu de aviação, contando com 103 mil trabalhadores, ou seja, dez vezes mais do que a TAP. A frota da transportadora germânica soma 740 aviões.
“Negociação finalíssima”
Em setembro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, indicava que, uma vez avaliadas as propostas melhoradas dos consórcios candidatos, o Governo escolheria “um único concorrente para a negociação finalíssima”.A última fase será dedicada aos procedimentos contratuais para a concretização da venda e à obtenção das autorizações regulatórias, desde logo da Comissão Europeia.
No passado dia 8 de outubro, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, veio reconhecer que a obtenção da luz verde da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia pode levar de 18 a 24 meses – o que empurrará a conclusão do negócio para 2028, a par do reflexo deste na dívida pública.
A reprivatização da TAP é objeto de discussão desde 2023, tendo fica suspensa com as quedas de governos do PS e do PSD.
A companhia foi objeto de privatização parcial em 2015. O processo seria revertido em 2016 pelo Governo socialista de António Costa, que recuperou para o Estado 50 por cento da TAP. O Governo de Luís Montenegro retomou o dossier em 2024 e aprovou o caderno de encargos a 4 de setembro de 2025.
A TAP tem 9.400 trabalhadores. O fim do plano de reestruturação foi antecipado e a frota conta agora com 101 aviões. O número de passageiros cresceu e aumentaram as receitas, mas os resultados mostram-se negativos por causa da escalada dos preços dos combustíveis.
c/ Lusa